"Confessor..."
Palavras entre frases, umas escritas e outras fora do comum
Entre redes sociais e pronomes pessoais, não há mais nada se
não querer que me oiças
Por vezes a mente não acompanha o palavreado físico
Esqueço-me de inventar os sons e amo-te com o olhar,
esquecendo que tu não vês como eu vejo
Não o digo de forma incriminatória, confesso-o como outro
olhar, outra visão
Pois cada porta que abrimos, não podemos esquecer que
poderemos estar também a abrir uma janela
Não me importa quais esquecemos ou quais fechamos, desde que
isso seja benéfico para nós
Preciso que tu percorras o meu espírito e oiças o meu coração
como nunca antes tenhas feito
Foca-te em pormenores escondidos, pois talvez, mesmo com os
textos, eu não te tenha mencionado tudo
Aquilo que eu estou a tentar, é aclamar a tua forma pessoal
de quereres ser amada e escutada
Mesmo que para isso os meus textos não correspondam aquilo
que é habitual ver um homem amar uma mulher
Mas talvez tudo se baseie num espírito romântico que me faz
querer demonstrar ao mundo
Seja correto ou incorreto, eu vivo através daquilo que te
faz feliz
Não me parece correto esquecer como o mundo deverá ser
simples se tu vislumbrares o meu interior
Por isso agradeço a tua forma de me veres como um igual a ti
Não sou melhor nem pior que tu e completamente um ser humano
como tu
Aquilo que tu podes não saber é que não me consigo exprimir
na verdade, na realidade tal como no papel
Eu aprendi a viver assim, pois quando eu esperava algo físico
de alguém, não o poderia esperar de facto na totalidade
A culpa sempre foi minha, eu tornei o papel o meu confessor
Agora isso é a tua responsabilidade.



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